De acordo com relatórios recentes de segurança da informação, dispositivos móveis respondem por mais de 60% dos endpoints corporativos acessados diariamente — e são o vetor menos protegido na maioria das organizações. Não por descaso, mas por uma lacuna histórica entre a velocidade de adoção mobile e a maturidade das ferramentas de gestão e segurança para esse ambiente.

O modelo de trabalho híbrido acelerou o problema. O mesmo dispositivo que acessa o sistema de gestão da empresa no escritório navega em redes Wi-Fi públicas no aeroporto, instala aplicativos de origem duvidosa e fica desbloqueado na mesa do restaurante.

Os vetores de risco mais comuns

Redes Wi-Fi não seguras

Conexões em redes públicas sem VPN expõem credenciais e dados em trânsito para interceptação por ataques man-in-the-middle.

Aplicativos maliciosos

Apps fora das lojas oficiais — e alguns dentro delas — com acesso à câmera, microfone, localização e arquivos do dispositivo.

Phishing mobile

Links maliciosos via WhatsApp, SMS e e-mail são mais eficazes no mobile — a interface menor dificulta identificar URLs falsas.

Dispositivo perdido ou furtado

Sem criptografia e bloqueio remoto, um dispositivo perdido é acesso irrestrito a todos os dados e sistemas corporativos.

BYOD sem controle

Funcionários usando dispositivos pessoais para acesso corporativo sem qualquer separação entre dados pessoais e profissionais.

Desligamento de colaborador

Sem MDM, dados e acessos corporativos continuam no dispositivo do ex-funcionário até que alguém lembre de revogar manualmente.

Por que as soluções tradicionais não funcionam no mobile

As ferramentas de segurança desenvolvidas para o ambiente desktop — antivírus, firewall, DLP (Data Loss Prevention) — têm eficácia limitada em dispositivos móveis. Os sistemas operacionais iOS e Android têm modelos de segurança fundamentalmente diferentes do Windows, e as soluções precisam ser construídas especificamente para esse ambiente.

Além disso, a experiência do usuário importa mais no mobile. Uma solução de segurança que torna o dispositivo lento, difícil de usar ou que exige interações constantes simplesmente não vai ser adotada pela equipe — ou vai ser contornada.

O que é MDM e por que não é suficiente

MDM (Mobile Device Management) é a categoria de solução mais comum para gestão de dispositivos móveis corporativos. Soluções como Jamf, Microsoft Intune e VMware Workspace ONE oferecem controles importantes: cadastro de dispositivos, aplicação de políticas, bloqueio remoto e apagamento de dados.

O problema é que MDM resolve a gestão, não a segurança em profundidade. Um dispositivo gerenciado pelo MDM ainda pode ser comprometido por um aplicativo malicioso, uma rede não segura ou engenharia social. O MDM sabe que o dispositivo existe — não sabe o que está acontecendo dentro dele.

A camada que falta: entre o MDM (gestão de dispositivos) e o endpoint detection corporativo existe uma lacuna — a proteção ativa do comportamento do dispositivo e dos dados em uso. É exatamente essa lacuna que o GateKeeper ocupa.

GateKeeper: segurança mobile construída para o ambiente corporativo brasileiro

O GateKeeper foi desenvolvido com foco nas necessidades de empresas de médio porte que precisam de segurança mobile séria sem a complexidade e o custo das soluções enterprise internacionais.

Proteção ativa de dados

Criptografia AES-256 para dados armazenados no dispositivo, com chaves gerenciadas pelo servidor corporativo — não pelo dispositivo. Se o aparelho for comprometido, os dados permanecem inacessíveis sem autenticação no servidor.

Autenticação adaptativa

O sistema avalia continuamente o contexto de uso: localização, rede, horário, comportamento de digitação. Em contextos considerados de risco elevado, exige autenticação adicional automaticamente — sem intervenção do usuário em situações normais.

Isolamento de dados corporativos

Container separado para dados e aplicativos corporativos dentro do dispositivo pessoal do funcionário (BYOD). O departamento de TI gerencia o container corporativo sem acesso a dados pessoais — conformidade com a LGPD preservada.

Gestão remota e auditoria

Painel centralizado com inventário de dispositivos, status de conformidade de cada um, log de acessos e capacidade de bloqueio ou apagamento seletivo remoto — incluindo apenas os dados corporativos em dispositivos BYOD.

O custo de não fazer nada

O custo médio de um incidente de segurança envolvendo dispositivo móvel no Brasil gira em torno de R$ 800.000 para empresas de médio porte, considerando investigação, remediação, notificações legais exigidas pela LGPD, honorários jurídicos e dano reputacional. Esse número não inclui multas da ANPD.

Para a maioria das empresas nessa faixa, o custo de implementar uma solução adequada de segurança mobile representa menos de 10% do custo médio de um único incidente.

Quantos dispositivos móveis com acesso corporativo sua empresa tem?

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